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As Orquideas, introdução

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Daey Orquideas

  por  Daey Orquideas
Publidado em 02/4/2007

As orquídeas representam a família mais vasta do mundo vegetal e a mais rica. Existem mais de 30000 espécies conhecidas e todos os anos novas descobertas são recenseadas. As maiorias das orquídeas estão concentradas nas florestas tropicais húmidas entre 1000 e 3000m de altitude. Mas o seu habitat estende-se igualmente as baixas planícies, florestas e montanhas. Tanto as podemos encontrar nas regiões meridionais da América do sul, de África, Austrália e Nova Zelândia que até nas zonas mais a norte, perto do circulo polar. Muitas são terrestres, outras epífidas (mas não parasitas). Venha aprender mais sobres estas plantas que cativam o mundo inteiro.


A cultura das Orquideas

As orquídeas representam a família mais vasta do mundo vegetal e a mais rica. Existem mais de 30000 espécies conhecidas e todos os anos novas descobertas são recenseadas.

As maiorias das orquídeas estão concentradas nas florestas tropicais húmidas entre 1000 e 3000m de altitude. Mas o seu habitat estende-se igualmente as baixas planícies, florestas e montanhas. Tanto as podemos encontrar nas regiões meridionais da América do sul, de África, Austrália e Nova Zelândia que até nas zonas mais a norte, perto do circulo polar.

Muitas são terrestres, outras epifitas (vivem sobre outra planta, mas não parasitas) outras ainda litófitas (desenvolvem-se sobre uma superficie rochosa).


Durante os anos 70, as orquídeas eram consideradas plantas extremamente raras e caras, cultivadas por um punhado de especialistas e reservadas a pessoas com um poder económico muito alto.

Existem mesmo pessoas que afirmam, que nessa altura, cultivadores destruíam sistematicamente os locais onde encontravam as orquídeas na natureza para se reservar o direito de exclusividade sobre uma determinada flor.

Hoje as planta são encontradas "facilmente" (na sua maioria) e isso graças a descoberta do Prof Morel. Que com a sua equipe encontraram um método de multiplicação "meristem"

Conseguiu retirar uma porção do caule de uma orquidea, dividir em pequenos "pacotes" de células e colocar as mesmas em cultura num laboratório  (TC). Obtendo assim clones idênticos à orquidea onde foram retiradas as células. Muitos orquidicultores seguiram esses passo, adoptando essa técnica. Massificando assim a cultura de orquideas.


As Orquideas de cultura
As orquideas são essencialmente cultivadas pela sua beldade e exotismo das suas flores.

Só uma de entre elas, a baunilha, e cultivada para a sua posterior utilização na alimentação.


A baunilha adquiriu um valor económico muito elevado e muitas são as populações que dependem directamente ou indirectamente do seu cultivo/produção.

Algumas orquideas também são cultivadas pelos seus efeitos medicinais. Um exemplo disso é a espécie africana Ansilla, chupando ou mastigando o bolbo da planta, esta serve de medicamento para diversos "males".

Durante séculos, as orquideas fazem parte dos mitos orientais, em particular na China e Japão. Isso é visível em diversas gravuras. Encontramos vestígios da admiração dos japoneses por esta planta desde o séc. VIII. Elas foram muito populares nos ricos mercadores desses dois países e muito valorizados pela sua beleza e raridade. Eram vendidas e classificadas com essas duas características, por preço elevadíssimos.

É aos Chineses que devemos as primeiras descrições das orquideas, a Cymbidium ensifolium.



Expedições botânicas financiadas por ricos europeus durante o sec XVIII criaram um ressurgir desta planta como um objecto de desejo e cobiçosa.
As plantas deviam sobreviver a longas travessias marítimas, sendo as orquideas de constituição frágil. Os poucos exemplares que sobreviviam à travessia eram vendidos por valores astronómicos.

Em 1891, a descoberta de uma vasta população de Cattleya labiata e meios de transporte mais rápidos iniciaram a sua verdadeira cultura, ficam com isso, mais abordáveis em termos de preço.

O coleccionismo destas plantas de beleza incrível é agora um hobby acessível à bolsa de toda a gente, devido ao constante avanço de técnicas de cultura e multiplicação em laboratório.


A oferta e a procura

As orquídeas estão na moda à uma dezena de anos. Sob a pressão dos distribuidores, os produtores devem constantemente criar nos híbridos mais adaptados aos consumidores (plantas com mais flores, mais resistentes, mais cores, etc..)

A phalaenopsis é uma caso que pode servir de exemplo, sendo ela a mais vendida no mundo. Com isso um híbrido tem uma média de vida (encontra-se à venda no comércio) de 1 a 5 anos. Estando à venda novas variedades da planta todos os anos.


O consumidor paga assim a factura, porque pode perfeitamente encontrar à venda uma variedade excepcional durante um ano e nunca mais encontrar essa planta à venda no comércio. Para não falar do comprador perder-se na vastidão de nomes.

Porquê os híbridos?
A facilidade na multiplicação e a cada vez maior facilidade de produção de orquideas no nosso clima conduziram os profissionais a cruzar  as orquídeas entre elas. Obtendo plantas maiores ou com uma cor específica. É o caso da maioria dos híbridos que encontramos hoje em dia.

Estes cruzamentos visam essencialmente o consumidor. Com plantas mais pequenas para poderem ser colocadas nas prateleiras de uma biblioteca, ou plantas mais resistentes ou menos exigentes em termos de humidade, difícil de conseguir num apartamento.

Os nomes podem ajudar quando comprarmos orquideas, por exemplo: Ansellia africana permite concluir que a planta é de origem africana e assim necessita de calor constante.